segunda-feira, 29 de julho de 2013

Choque de 2 trens deixa mais de 40 feridos na Suíça



Polícia inspeciona trens que bateram na Suíça
Foto: Laurent Gillieron / AP
Polícia inspeciona trens que bateram na Suíça Laurent Gillieron / AP
ZURIQUE - Um choque de dois trens de passageiros no oeste da Suíça nesta segunda-feira deixou 44 feridos, de acordo com as informações iniciais. O acidente ocorreu a 100 metros da estação de Granges-Marnand, próxima a cidade de Lausanne, na região de língua francesa no país. Quatro pessoas estão em estado grave.
Bombeiros, ambulâncias, helicópteros e policiais estão no local. O porta-voz da polícia, Jean-Christophe Sauterel, disse que equipes continuam trabalhando nos destroços, mas não especificou quantas vítimas estão presas nas ferragens. Vaud Pierre-Olivier, outro porta-voz da polícia, informou que há uma pessoa que não pode ser retirada, sem esclarecer se ela está viva ou morta.
Uma testemunha afirmou ao jornal local “20 minutes” que havia sangue saindo do cabine no maquinista, o vagão que ficou mais atingido. De acordo com o jornal “Tribune de Genève”, a batida ocorreu de frente. Um dos condutores ainda não foi encontrado. Autoridades buscam as causas do acidente.
O acidente ocorreu dias depois de um acidente de trem na Espanha deixar 79 mortos, perto de Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha, em um dos piores desastres ferroviários da Europa.

GEADA CAUSA PREJUÍZOS NA REGIÃO




Quase metade da safra de 2014 deve ser perdida - As lavouras de café de Mandaguari, no norte do Paraná, foram devastadas pela geada negra que atingiu o município na madrugada desta quinta-feira (25), segundo a cooperativa Cocari. A estimativa é de que quase metade da safra, que seria colhida em 2014, foi destruída pelo fenômeno climático.

“Dá pra sentir o odor de folhas queimadas nas propriedades. O café estava com uma produção muito alta neste ano e, por ter muita demanda, os pés estavam com poucas reservas nutritivas, o que os deixou frágeis”, explica o engenheiro agrônomo da cooperativa mandaguariense, Roberval Simões Rodrigues.

O município é principal polo cafeeiro da região, com 350 produtores do fruto, de acordo com a Cocari. Nenhum deles escapou dos prejuízos com a geada, afirma Rodrigues. O balanço com os números consolidados das perdas, no entanto, só pode ser feito dias depois da geada, já que os pés podem demorar alguns dias para reagir à queimada.

“Três tipos de geada atingiram Mandaguari nesta noite [quinta-feira]: a geada branca, com a formação de gelo por fora do café, a geada de vento e a própria geada negra, quando há congelamento por dentro da planta. O prejuízo foi enorme ”, garante o engenheiro agrônomo.

O técnico agrícola do Instituto Paranaense de Assistência Técnica (Emater) Sérgio Zafalon afirma que visitou lavouras do município durante a geada desta quinta-feira. O termômetro que ele carregava em mãos marcou -6 graus em algumas propriedades, conforme ele.

“Desde 2000 não há uma geada tão forte quanto essa. As folhas estão todas queimadas. O prejuízo se acumulou, já que foram duas noites seguidas de frio intenso. A safra de 2014 está completamente comprometida”, relata Zafalon.



O agricultor de Mandaguari, Antônio Rosseto Neto, terá que arrancar cerca de 300 mil pés de café das propriedades dele e começar uma nova produção. A lavoura foi completamente perdida. “Todo o trabalho de formação, de cultivo, de trato foi jogado fora. É muito triste. Uma geada dessas acaba com a vida de um cafeicultor”.

Neto afirma que toda a família foi afetada pelo frio – além dele, quatro irmãos e os filhos de todos eles sobrevivem do café. Com a devastação, os produtores terão safra para comercializar apenas em 2015. “É uma vida inteira prejudicada. Tudo que fizemos foi jogado fora. A gente gosta de trabalhar com o café, é o que sabemos fazer, mas esses momentos são bem difíceis”, lamenta o cafeicultor. “Agora, vamos voltar ao trabalho. Temos que começar do zero”.
 
 

Seis detentos serram ferragens e fogem da cadeia de Marialva

Se não bastasse a onda de assaltos a residências e no Comércio em Marialva, agora presos fogem da cadeia da Cidade... Veja a reportagem do site ODIARIO.COM

Seis presidiários fugiram da cadeia pública de Marialva (a 20 quilômetros de Maringá), que fica no centro da cidade. A fuga em massa na cadeia anexa à 23ª Delegacia Regional de Polícia Civil aconteceu por volta das 15h deste domingo (28).

A investigadora chefe da delegacia, Thaís Mendes Santiago, identificou os presos que fugiram e encaminhou suas fotos para a imprensa (veja na galeria de fotos desta matéria).

Policiais militares e civis de toda a região auxiliam na busca pelos fugitivos. Segundo a Civil, quatro deles são de Marialva, um é de Apucarana e o outro é de Maringá.

Para empreenderem a primeira fuga do ano na cadeia em Marialva, os presos serraram as ferragens da cobertura do teto, local por onde conseguiram fugir. Provavelmente alguém ficou ferido na fuga, já que há sangue nos ferros.

De acordo com a polícia, a cadeia está superlotada. Com capacidade para 30 detentos, antes da fuga haviam 52 carcerários no local.

Atualmente, a cadeia de Marialva funciona em sistema de guarda compartilhada, com policiais civis e agentes penitenciários da Secretária de Segurança se revezando na guarda dos presos.

A fuga dos seis detentos hoje, de acordo com a polícia, só foi percebida quando a entrega das marmitex para o jantar dos presos estava sendo feito na tarde deste domingo.

Até por volta das 8h de segunda-feira (29), os detentos não haviam sido recapturados.

RESULTADOS DO CAMPEONATO MUNICIPAL DE SUIÇO


PREFEITURA MUNICIPAL DE MARIALVA
SECRETARIA DE ESPORTES E LAZER
CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTEBOL SUÍÇO - CATEGORIA LIVRE







27/07/2013 CAMPO DA AABB

15:00 DEPORTIVO C II 5 AGUIA DE OURO 1 M A
16:00 AUTOPAR/AABB 1 VILA MESSIAS 0 M A
27/07/2013 CAMPO DA AFUPUMA

15:00 JOAO DE BARRO 2 FRUTEIRA B/NOVA ERA/CREDIMARI 1 M A
16:00 FRUTEIRA F.C./SUP. NOVA ERA 0 AFAI 2 M A
27/07/2013 CAMPO DA CHAC. BUTURA

15:00 FUNILARIA DO CARLINHOS B 1 TAPEÇARIA CARABELI 0 M A
16:00 MARTA ROCHA/CHAC. BUTURA 2 CHACARA JATOBA 1 M A
27/07/2013 CAMPO DA INCOPLAST

15:00 ADVOCACIA BASSAN 1 AFUPUMA 0 M A
16:00 JUVENTUDE F.C. 5 REAL ITAPIPOCA/AFAI 0 M A
27/07/2013 CAMPO DA POLÍCIA RODOVIÁRIA

15:00 AACT/RELOJ. CYMA/STARRFER 2 VOLPATO TINTAS/USIFLEX 6 M A
16:00 AACT/RELOJ. CYMA/FRUT. DEPIERI 1 PANIFICADORA IDEAL/IVOS PNEUS 6 M A
27/07/2013 CAMPO DO BORSARI

15:00 ALIANÇA COM CRISTO 0 TAPEÇARIA VERA CRUZ 3 M A
16:00 ESPORTE CLUBE GONÇALVES 6 FUNILARIA DO CARLINHOS A 2 M A
27/07/2013 CAMPO DO MOBBY

15:00 AGUIA NEGRA 5 BARCELONA 0 M A
16:00 SO MAMAO/RODOXISTO/PAG FACIL 2 HIDROPAULO 2 M A







domingo, 28 de julho de 2013

PAPA FRANCISCO SEMPRE COM MUITO CARISMA E SEMPRE ABENCOANDO AS PESSOAS

 foto de Papa Francisco.
Casal pede interferência ao papa contra lei que permite aborto

O casal Haroldo Lucena e Mariselma da Silva tem filhos gêmeos, um menino e uma menina de 1 ano e cinco meses. A menina Ruhama nasceu com má-formação, enquanto Amin Mateus não tem problema algum. Neste sábado, 27, eles conseguiram a bênção do papa Francisco, quando ele deixava a Catedral do Rio. O santo padre celebrou uma missa para bispos, sacerdotes e religiosos que participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Depois da bênção, o papa deu quatro terços para Haroldo, Mariselma e os filhos.

Para o casal, a bênção do papa foi uma emoção muito grande, mas de acordo com Lucena, o encontro teve o objetivo de pedir a interferência do pontífice para que a presidenta Dilma Rousseff vete a lei aprovada no Congresso, que permite o aborto para crianças com má-formação ou sem cérebro. “Essa criança está com um ano e cinco meses e os dois são gêmeos da mesma placenta. Pela interseção do beato João Paulo II é que essa criança está aqui. Nossa finalidade de ter saído do Rio Grande do Norte até aqui é só para pedir à presidenta que não assine a lei. Mais nada nos interessa”, comentou.

A família foi para Aparecida, em São Paulo, na tentativa de ter um contato com o papa na quarta-feira, 24. Segundo a mãe das crianças, os quatro só chegaram quando a missa na basílica da padroeira do Brasil já tinha acabado. “Fomos até Aparecida só que quando chegamos lá a missa tinha terminado e não deu tempo de chegar até ele. Ficamos tristes, mas o padre Pedro nos ajudou e trouxe a gente para cá.”

O diretor dos Eventos Pró-vida e Pró-Família Nacional, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Lago Azul, de Novo Gama, em Goiás, padre Pedro Stepien, foi quem ajudou o casal a chegar até o papa. Ele informou que manteve contatos com representantes da Igreja no Rio para conseguir o encontro. O padre disse que, como voluntário, acompanha o processo legislativo no Congresso Nacional sobre leis que tratam do tema. De acordo com o religioso polonês, a luta é contra a lei, que segundo ele, considera o aborto profilaxia da gravidez. “Isso é abominável. A Constituição garante a inviolabilidade da vida humana”, esclareceu.

Depois do encontro com o papa a família foi cercada por vários religiosos. A madre Maria Teresa do Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda, de Vila Isabel, zona norte do Rio, pegou a menina no colo e a abençoou. “É o milagre da vida”, disse.

FOTOS DA ULTIMA CELEBRAÇÃO DO PAPA FRANCISCO NO BRASIL MAIS DE 3 MILHÕES DE PESSOAS ,EU COMO CATÓLICO PRATICANTE FICO MUITO FELIZ EM VER QUE NOSSA IGREJA CONTINUA FORTE ,E CRESCENDO CADA VEZ MAISPapa pede para cristãos assumirem postura missionária; próxima JMJ será na Polônia Francisco pediu coragem aos jovens para levar os valores da Igreja às "periferias existenciais" e aos indiferentes à religião. Cracóvia receberá a Jornada em 2016 28/07/2013 | 09:51 | Gazeta do Povo, com informações de Agência Estado e Agência Brasil atualizado em 28/07/2013 às 14:19 Fale conosco Comunicar erros RSS Imprimir Enviar por email Receba notícias pelo celular Receba boletins Aumentar letra Diminuir letra O papa Francisco anunciou na manhã deste domingo (28), durante a Missa do Envio, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que a cidade de Cracóvia, na Polônia, será a sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2016. Saiba mais Político até quando não parece O inexplicável carisma de Francisco História de Copacabana é intimamente ligada à fé Peregrinos lotam a praia de Copacabana Prefeito prevê público recorde de até 3 milhões em Copacabana no domingo Papa pede “diálogo” para resolver tensões políticas "Bergoglio sempre foi simples", dizem argentinos Bispos e padres caem na dança em ensaio no Rio "Vocês são o campo da fé", diz Francisco durante vigília Fiéis se dizem felizes após missa Com o fim da missa de Envio, na manhã deste domingo (28), fiéis que aguardaram até as últimas palavras do papa Francisco na praia de Copacabana se preparavam, no início da tarde deste domingo, para deixar a orla de Copacabana, no Rio. Mãe e filha, Elizabeth e Tatiana, fizeram a peregrinação no sábado (9,5 km entre a Central do Brasil e a praia) e passaram a noite na vigília. "Estamos muito cansadas, mas valeu muito a pena. Já estávamos bem antes da missa, agora estamos ainda melhor", disse a mãe, Elizabeth de Carvalho Leite, de 56 anos. Elas moram no Méier, na zona norte. Com as estações de metrô de Copacabana completamente lotadas - o que se verificou em todos os dias de atividade da JMJ na praia -, elas teriam de encarar, depois dos 9,5 km do sábado e de uma noite mal dormida no chão, o caminho de 2 km até Botafogo para pegar um ônibus. "Foi uma experiência maravilhosa. Ver todos os povos, unidos, não havia diferenças", reforçou a comerciante. "Fora o frio (à noite) e o cheiro horrível dos banheiros químicos, foi tudo bem", afirmou. Desde o primeiro cortejo do papa Francisco de papamóvel na praia de Copacabana, na quinta-feira, dona Creuza Pacheco, de 80 anos, veio todos os dias à orla, na esperança de ver de perto o pontífice. "Não consegui ver nem um tiquinho sequer", disse, sorrindo. "Eu chegava sempre umas duas horas antes da passagem dele, mas já estava muito cheio perto das grades. Como tenho 80 anos, não queria ficar disputando espaço no meio do tumulto, né", afirmou a animada senhora, que mora em Copacabana. "Agora, vou fazer como em todos esses dias: chegar em casa e ligar a TV para ver tudo que aconteceu aqui". Mesmo sem ter visto de perto o papa, a aposentada disse ter terminado a JMJ muito satisfeita. "Sinto-me totalmente abençoada! Com vida para mais uns 10 anos, com sobra", sorriu. Apesar do enorme volume de pessoas nos últimos quatro dias, a moradora de Copacabana disse não ter se incomodado. "Não incomodou em nada e não houve transtorno algum. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida". (Agência Estado) Veja fotos da celebração em Copacabana Condições precárias não afastam os peregrinos de Copacabana Na praia, que recebeu cerca de 3 milhões de peregrinos, Francisco pediu à multidão que não fique "trancafiada" e assuma uma postura missionária e de fortalecimento da Igreja, em especial na América Latina. Segundo o papa, esta missão "é uma ordem, sim, mas não nasce da vontade do domínio ou do poder; nasce da força do amor". Como em outros discursos feitos em seis dias de viagem ao Brasil, o pontífice pediu "coragem" aos jovens para levarem os valores da Igreja às "periferias existenciais" e aos indiferentes à religião. O pontífice reforçou várias vezes o tema da Jornada. "Mas atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações'". O papa retomou a preocupação com o distanciamento da Igreja dos fiéis e pediu que os jovens, em grupo, propaguem os valores cristãos. "A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês e no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde" disse o papa para os milhares de jovens, muitos deles cansados, porém, muito animados e comovidos, depois da passarem a noite na praia. "De forma especial, queria que este mandato de Cristo, 'ide', ressoasse em vocês, jovens da América Latina, comprometidos com a missão continental promovida pelos bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Não tenham medo de levar Cristo a todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente". Francisco citou o padre José de Anchieta, que "partiu em missão quando tinha apenas 19 anos. Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem. Levar o Evangelho é levar a força de Deus para extirpar e destruir o mal e a violência, para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio para construir um mundo novo", afirmou. Chimarrão e flash mob O pontífice chegou por volta de 9h30 à praia e tomou chimarrão no papamóvel. Milhares de peregrinos acamparam na praia. Estão presentes a presidente Dilma Rousseff, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Bolívia, Evo Morales. Da sacristia montada no palco Praia de Copacabana, o papa Francisco assistiu ao que a organização da Jornada Mundial da Juventude apresentou como "o maior flash mob do mundo". Trata-se de uma dança coreografada seguida pela multidão que aguardava o início da missa de encerramento. A dança foi encenada também pelos bispos e cardeais que já estavam no palco. Padres, freiras e leigos dançaram animadamente. Prevista para ser realizada inicialmente em Guaratiba, a missa deste domingo teve de ser alterada por causa do lamaçal no Campus Fidei. Após a Missa de Envio, o papa fará a Oração de Ângelus, ao meio-dia, também em Copacabana. Às 16 horas, Francisco se reunirá com bispos da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam), no Centro de Estudos do Sumaré, onde ficou hospedado durante sua passagem pelo Rio. Ainda antes de embarcar de volta para Roma, na Base Aérea do Galeão, no fim da tarde, o santo padre terá um encontro com voluntários da Jornada Mundial. Resistentes na praia Com a temperatura variando entre 15 e 17 graus centígrados, os fiéis que participaram da vigília durante a noite amanheceram na Praia de Copacabana. Às 7h30, a orla, sobretudo no trecho em frente ao Copacabana Palace, já estava tomada de fiéis que se procuravam o melhor lugar para assistir à missa. Às 8h, todos os acessos à Avenida Atlântica estavam fechados para o tráfego de veículos. Além do frio, o desafio para quem pernoitou na praia foi encontrar um banheiro livre. As filas de peregrinos em busca de um banheiro para usar estão imensas em frente a igrejas, padarias e lanchonetes de redes internacionais. Durante a madrugada a espera por um banheiro químico chegou a até três horas, contam os peregrinos. “Só conseguimos usar um banheiro porque, depois de três horas de espera, decidimos pagar”, disse a peregrina Ana Carolina Souza Norberto, de 19 anos, do interior do estado do Rio. “A gente acordou com muito mais vontade de fazer xixi do que de tomar café da manhã”, desabafou Ludmila Paula Viegas, de 22 anos, Brasília. Na manhã deste domingo, o mau cheiro ao redor dos banheiros químicos incomoda os peregrinos. Quem está na fila para usá-los tampa o nariz com blusas ou outros apetrechos. A Avenida Atlântica e o calçadão da praia de Copacabana amanheceram cobertos de folhetos. Garis chegaram cedo ao bairro para varrer o local. Entre os peregrinos, a dona de casa Iraí Rodrigues, de 71 anos, acompanhou os jovens da comitiva de Porto Velho (RO) na qual ela veio ao Rio e passou a noite dormindo na calçada em Copacabana, durante a vigília da JMJ. Ela disse ter dormido mal, mas garantiu que valeu a pena. "O pior é o chão duro, porque o colchonete não resolve o problema. Mas eu faria de novo, só para poder ver o papa outra vez". A primeira edição oficial da JMJ foi realizada em Roma, em 1986. Buenos Aires, na Argentina, terra do papa Francisco, recebeu, em 1987, a primeira jornada fora de Roma, como lembrou o pontífice em um dos seus discursos no Brasil. O evento do Rio de Janeiro é a 28ª edição da Jornada Mundial da Juventude e termina neste domingo.





Papa pede para cristãos assumirem postura missionária; próxima JMJ será na Polônia

Francisco pediu coragem aos jovens para levar os valores da Igreja às "periferias existenciais" e aos indiferentes à religião. Cracóvia receberá a Jornada em 2016
28/07/2013 | 09:51 | Gazeta do Povo, com informações de Agência Estado e Agência Brasil atualizado em 28/07/2013 às 14:19 O papa Francisco anunciou na manhã deste domingo (28), durante a Missa do Envio, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que a cidade de Cracóvia, na Polônia, será a sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2016.
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Fiéis se dizem felizes após missa
Com o fim da missa de Envio, na manhã deste domingo (28), fiéis que aguardaram até as últimas palavras do papa Francisco na praia de Copacabana se preparavam, no início da tarde deste domingo, para deixar a orla de Copacabana, no Rio. Mãe e filha, Elizabeth e Tatiana, fizeram a peregrinação no sábado (9,5 km entre a Central do Brasil e a praia) e passaram a noite na vigília. "Estamos muito cansadas, mas valeu muito a pena. Já estávamos bem antes da missa, agora estamos ainda melhor", disse a mãe, Elizabeth de Carvalho Leite, de 56 anos.
Elas moram no Méier, na zona norte. Com as estações de metrô de Copacabana completamente lotadas - o que se verificou em todos os dias de atividade da JMJ na praia -, elas teriam de encarar, depois dos 9,5 km do sábado e de uma noite mal dormida no chão, o caminho de 2 km até Botafogo para pegar um ônibus. "Foi uma experiência maravilhosa. Ver todos os povos, unidos, não havia diferenças", reforçou a comerciante. "Fora o frio (à noite) e o cheiro horrível dos banheiros químicos, foi tudo bem", afirmou.
Desde o primeiro cortejo do papa Francisco de papamóvel na praia de Copacabana, na quinta-feira, dona Creuza Pacheco, de 80 anos, veio todos os dias à orla, na esperança de ver de perto o pontífice. "Não consegui ver nem um tiquinho sequer", disse, sorrindo.
"Eu chegava sempre umas duas horas antes da passagem dele, mas já estava muito cheio perto das grades. Como tenho 80 anos, não queria ficar disputando espaço no meio do tumulto, né", afirmou a animada senhora, que mora em Copacabana. "Agora, vou fazer como em todos esses dias: chegar em casa e ligar a TV para ver tudo que aconteceu aqui".
Mesmo sem ter visto de perto o papa, a aposentada disse ter terminado a JMJ muito satisfeita. "Sinto-me totalmente abençoada! Com vida para mais uns 10 anos, com sobra", sorriu. Apesar do enorme volume de pessoas nos últimos quatro dias, a moradora de Copacabana disse não ter se incomodado. "Não incomodou em nada e não houve transtorno algum. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida". (Agência Estado)
Veja fotos da celebração em Copacabana
Condições precárias não afastam os peregrinos de Copacabana
Na praia, que recebeu cerca de 3 milhões de peregrinos, Francisco pediu à multidão que não fique "trancafiada" e assuma uma postura missionária e de fortalecimento da Igreja, em especial na América Latina. Segundo o papa, esta missão "é uma ordem, sim, mas não nasce da vontade do domínio ou do poder; nasce da força do amor".
Como em outros discursos feitos em seis dias de viagem ao Brasil, o pontífice pediu "coragem" aos jovens para levarem os valores da Igreja às "periferias existenciais" e aos indiferentes à religião. O pontífice reforçou várias vezes o tema da Jornada. "Mas atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações'".
O papa retomou a preocupação com o distanciamento da Igreja dos fiéis e pediu que os jovens, em grupo, propaguem os valores cristãos. "A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês e no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde" disse o papa para os milhares de jovens, muitos deles cansados, porém, muito animados e comovidos, depois da passarem a noite na praia.
"De forma especial, queria que este mandato de Cristo, 'ide', ressoasse em vocês, jovens da América Latina, comprometidos com a missão continental promovida pelos bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Não tenham medo de levar Cristo a todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente".
Francisco citou o padre José de Anchieta, que "partiu em missão quando tinha apenas 19 anos. Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem. Levar o Evangelho é levar a força de Deus para extirpar e destruir o mal e a violência, para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio para construir um mundo novo", afirmou.
Chimarrão e flash mob
O pontífice chegou por volta de 9h30 à praia e tomou chimarrão no papamóvel. Milhares de peregrinos acamparam na praia. Estão presentes a presidente Dilma Rousseff, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Da sacristia montada no palco Praia de Copacabana, o papa Francisco assistiu ao que a organização da Jornada Mundial da Juventude apresentou como "o maior flash mob do mundo". Trata-se de uma dança coreografada seguida pela multidão que aguardava o início da missa de encerramento. A dança foi encenada também pelos bispos e cardeais que já estavam no palco. Padres, freiras e leigos dançaram animadamente.
Prevista para ser realizada inicialmente em Guaratiba, a missa deste domingo teve de ser alterada por causa do lamaçal no Campus Fidei. Após a Missa de Envio, o papa fará a Oração de Ângelus, ao meio-dia, também em Copacabana.
Às 16 horas, Francisco se reunirá com bispos da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam), no Centro de Estudos do Sumaré, onde ficou hospedado durante sua passagem pelo Rio. Ainda antes de embarcar de volta para Roma, na Base Aérea do Galeão, no fim da tarde, o santo padre terá um encontro com voluntários da Jornada Mundial.
Resistentes na praia
Com a temperatura variando entre 15 e 17 graus centígrados, os fiéis que participaram da vigília durante a noite amanheceram na Praia de Copacabana. Às 7h30, a orla, sobretudo no trecho em frente ao Copacabana Palace, já estava tomada de fiéis que se procuravam o melhor lugar para assistir à missa. Às 8h, todos os acessos à Avenida Atlântica estavam fechados para o tráfego de veículos.
Além do frio, o desafio para quem pernoitou na praia foi encontrar um banheiro livre. As filas de peregrinos em busca de um banheiro para usar estão imensas em frente a igrejas, padarias e lanchonetes de redes internacionais.
Durante a madrugada a espera por um banheiro químico chegou a até três horas, contam os peregrinos. “Só conseguimos usar um banheiro porque, depois de três horas de espera, decidimos pagar”, disse a peregrina Ana Carolina Souza Norberto, de 19 anos, do interior do estado do Rio. “A gente acordou com muito mais vontade de fazer xixi do que de tomar café da manhã”, desabafou Ludmila Paula Viegas, de 22 anos, Brasília.
Na manhã deste domingo, o mau cheiro ao redor dos banheiros químicos incomoda os peregrinos. Quem está na fila para usá-los tampa o nariz com blusas ou outros apetrechos. A Avenida Atlântica e o calçadão da praia de Copacabana amanheceram cobertos de folhetos. Garis chegaram cedo ao bairro para varrer o local.
Entre os peregrinos, a dona de casa Iraí Rodrigues, de 71 anos, acompanhou os jovens da comitiva de Porto Velho (RO) na qual ela veio ao Rio e passou a noite dormindo na calçada em Copacabana, durante a vigília da JMJ. Ela disse ter dormido mal, mas garantiu que valeu a pena. "O pior é o chão duro, porque o colchonete não resolve o problema. Mas eu faria de novo, só para poder ver o papa outra vez".
A primeira edição oficial da JMJ foi realizada em Roma, em 1986. Buenos Aires, na Argentina, terra do papa Francisco, recebeu, em 1987, a primeira jornada fora de Roma, como lembrou o pontífice em um dos seus discursos no Brasil. O evento do Rio de Janeiro é a 28ª edição da Jornada Mundial da Juventude e termina neste domingo.

1ª viagem internacional do papa


O papa Francisco chegou ao Rio na segunda-feira, 22, para a sua primeira viagem internacional. Oficialmente, o pontífice viajou ao Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
No decorrer de uma semana, teve encontros com autoridades religiosas, políticos e representantes da sociedade civil, a quem repetiu pedidos pelo fim das desigualdades sociais e de atenção aos jovens e idosos. Ainda no avião, ele alertou para o risco de se criar uma geração "que nunca trabalhou".
Na quarta-feira, 24, foi a Aparecida, interior de SP, para celebrar missa na Basílica. Na quinta-feira, de volta ao Rio, ele visitou a Favela da Varginha. Em meio a um forte esquema de segurança, mas sem deixar de cumprimentar e abençoar fiéis pelo trajeto, o pontífice fez críticas à estratégia de "pacificação" das favelas no Rio de Janeiro e disse apoiar as manifestações. No mesmo dia, a Prefeitura do Rio e a organização da Jornada anunciaram a transferência dos eventos finais da JMJ para a praia de Copacabana. Em razão das chuvas, o Capus Fidei, no bairro de Guaratiba, virou um lamaçal e ficou inviabilizado.
Os últimos dias da Jornada levaram cerca de 3 milhões de pessoas à orla de Copacabana, número recorde em eventos da cidade, segundo a Prefeitura. A mudança dos eventos complicou o cotidiano dos peregrinos no Rio, em especial no bairro de Copacabana, que precisavam enfrentar longas filas e espera de horas para conseguir entrar nas estações de metrô ou pegar ônibus.
Durante a visita do papa, manifestantes continuaram nas ruas em protestos contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), contra gastos da Copa e em apoio aos direitos da mulher. Atos no começo da semana terminaram em confronto. Em resposta, o governador chegou a decretar a criação de uma comissão para investigar crimes ocorridos durante as manifestações. O texto, porém, causou polêmica por dar poder ao Estado de quebrar sigilos telefônico e de internet sem autorização judicial. Diante da reação negativa da proposta, criticada por juristas e especialistas, Cabral recuou e informou que o decreto seria revisa