segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cruzeiro negocia Everton Ribeiro com clube dos Emirados Árabes Unidos


Craque das duas últimas edições do Brasileirão vai defender o Al-Ahli, dos Emirados Árabes. Meia ficou fora de amistoso da Raposa contra time ucraniano


Everton Ribeiro - Cruzeiro (Foto: Alex Araujo/ AFP)
O Cruzeiro anunciou, na tarde deste domingo, a venda de Everton Ribeiro para o Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos. O meia-atacante assinou contrato de quatro temporadas com o clube de Dubai e receberá cerca de R$ 1,14 milhão por mês.
A negociação do craque dará à Raposa a bagatela de 9 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões). O atleta sequer participou da partida diante do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, neste domingo, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
- Eu não vou nem jogar hoje. A gente conversou e ficou decidido que não vou para a partida - falou rapidamente o jogador, que preferiu não dar mais detalhes antes da confirmação oficial do Cruzeiro.
A princípio, o Cruzeiro recusou os 8 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões) oferecidos pelo clube árabe. O presidente Gilvan de Pinho Tavares solicitou 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) pelo jogador. Nesta quinta-feira, os árabes voltaram ainda mais fortes e ofereceram 9 milhões de euros. O valor foi aprovado pela diretoria, que negociou o craque.
A diretoria celeste trabalha com a necessidade de reposição do jogador. O argentino Ricardo Centurión e o colombiano Sherman Cárdenas aparecem como possíveis substitutos do meia-atacante que se destacou nas duas últimas edições do Campeonato Brasileiro, ambas vencidas pelo time de Belo Horizonte.


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Justiça Federal quebra sigilo bancário e fiscal de Dirceu, diz TV

A Justiça Federal mandou quebrar o sigilo bancário e fiscal do ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, informou nesta noite de quinta-feira, 22, o Jornal Nacional, da Rede Globo. A decisão, segundo a reportagem, também vale para o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e para a empresa deles, a JD Assessoria e Consultoria Ltda.

O Jornal Nacional citou que o Ministério Público Federal (MPF) viu indícios de que a JD recebeu recursos de empreiteiras ligadas ao esquema de corrupção na Petrobras, desvendado pela Operação Lava Jato. Segundo a decisão da Justiça, citada pela Rede Globo, a JD Assessoria e Consultoria recebeu, entre 2009 e 2013, R$ 3.761.000,00 das construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC Engenharia. As três empreiteiras tiveram executivos presos no início de dezembro.

Em nota, José Dirceu confirmou, segundo o Jornal Nacional, que prestou serviços de consultoria às empresas citadas no documento da Justiça Federal. Ele se pôs a disposição para prestar esclarecimentos ao Judiciário.

À Rede Globo, a Galvão Engenharia informou que não se pronunciaria sobre as suspeitas. A UTC Engenharia reconheceu que contratou a JD Assessoria e Consultoria para a prospecção de negócios de infraestrutura no Peru e na Espanha, segundo a reportagem. Na construtora OAS, ninguém foi encontrado para comentar as suspeitas, informou o Jornal Nacional.

Serra considera modesto ajuste fiscal promovido pela nova equipe econômica

O senador eleito pelo PSDB de São Paulo, José Serra, considerou modesto o ajuste fiscal promovido pela nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff, comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. 

Em conferência promovida pela GO Associados, com o tema "Desafios e cenários para a política econômica brasileira", o tucano disse que faria um ajuste muito mais amplo, com foco na revisão de todos os contratos governamentais, à exemplo do que realizou quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, em janeiro de 2005.

Apesar da crítica, Serra disse que os sinais que a nova equipe econômica deu a curto prazo foram bem sucedidos, "porque o pessimismo é menor."

Na sua avaliação, apesar de não ser fácil fazer um ajuste fiscal em um cenário como o que o Brasil atravessa, sempre existe margem para comprimir os gastos governamentais. E exemplificou: "Quando assumi a Prefeitura (de São Paulo), tinha R$ 18 em caixa (da gestão de sua antecessora, a petista Marta Suplicy) e um déficit que não sabia o que fazer. Revisamos todos os contratos que a prefeitura tinha, renegociamos com fornecedores, baixamos tudo e deu certo. Eu teria feito o mesmo no governo federal, uma revisão de todos os contratos existentes, não para quebrar, mas para renegociar." 

E disse que "humildemente" fazia essa sugestão à equipe econômica do governo petista, porque é uma forma de reduzir custos. "Tem até decreto pronto e dá pra fazer um manual de ajuste fiscal com tudo que pode ser feito", afirmou.

Ao iniciar a conferência, o senador eleito disse que não foi surpresa alguma ver que a presidente Dilma Rousseff adotou, no início de seu segundo mandato, as medidas que o PT repudiou na campanha presidencial.

Nas críticas à gestão do partido adversário, Serra disse que "o estilo petista jamais se preocupou com custo, pois o dinheiro não é deles", e citou o caso do escândalo envolvendo a Petrobras. Outra crítica foi feita a um dos projetos do PT, o trem bala, a quem serra classificou de "loucura, alucinação e insanidade."

Falta debate

Na conferência, o senador eleito pelo PSDB de São Paulo manifestou sua preocupação com a falta de debates sobre os rumos da economia do País a médio e longo prazos. 

"Eu fico pasmo porque mais grave do que não ter rumos é não ter debate nacional sobre rumos." Serra disse ainda que o governo federal deveria eliminar a isenção de tributos sobre compras de até 50 dólares. "Isto tem papel devastador sobre a economia doméstica, todo consumo que não gera emprego ou receita tributária é ruim. E para a concorrência é fatal."